MUNDO

Os locais, os povos e as organizações que compõe o mundo do Silver R.I.N.G.. Aqui você encontrará informações sobre locais exóticos do mundo, como Shamballa, e os fatos sobre organizações como a S.W.O.R.D.. Alguns dos locais, povos e organizações listados aqui podem requerer mais espaço devido `a importância ou, simplesmente, `a quantidade de informações. Neste caso, a entrada conterá, além da história, um link para uma página dedicada exclusivamente aquele local, povo ou organização.

 


POVOS

Zaridianos
     Os zaridianos, assim como os humanos, são oriundos da Terra. Este fato, só foi confirmado após o ataque de Zorn `a Terra, em 1978. Porém, já havia suspeitas muito antes disso. Quando Zamora se revelou uma alienígena, em 1939, muitos cientistas ficaram intrigados com a similaridade física dela com os humanos. A certeza de que havia algo de estranho veio com o nascimento de Alexander, filho de Valiant e Zamora. Por muitos anos, se pesquisou a possível ligação entre os zaridianos e os humanos, mas foi só com o aprimoramento das técnicas de DNA recombinante e o depoimento de Kaiua que a verdade veio `a tona e se descobriu que os zaridianos eram descendentes do Homo neanderthalensis.
     Os antepassados dos zaridianos foram levados da Terra para o planeta que viria a ser chamado Zaridia (Wo 9156; G5 V; 38.4615 pc; +6.763 pc; +15.315 pc; -34.627 pc; 0.92897; LTT 1986) pelos voi, uma raça alienígena comumente associada com os notórios Gray que aparecem em relatos de abduções e contatos imediatos. Os voi usaram os zaridianos com servos e cobaias. Aparentemente, essa não havia sido a primeira vez que os voi tinham feito isso, já que havia registros em Zaridia sobre uma raça reptilóide, os sarkar, que ocupara a mesma posição dos zaridianos milhares de anos antes.
     Três mil anos atrás, os zaridianos acordaram e não encontraram os voi. Todos tinham desaparecido. Segundo os registros da época, o número de voi não era grande, aproximadamente dois mil. Mesmo assim, o desaparecimento súbito da raca inteira é um mistério que perdura até hoje, tendo se transformado em histórias usadas por pais para forçar a obediência das crianças, similar as histórias de bicho-papão na Terra.
     Quando os zaridianos começaram a explorar os sistemas estelares vizinhos, eles encontraram colônias construídas pelos voi, mas habitadas por subespécies criadas a partir da manipulação genética do estoque zaridiano. Com exceção de duas, os kanns e os durgai, que resistiram ou fugiram, todas as outras subespécies foram assimiladas ou destruídas.

Zaridiano Típico

INT
3
CON
4
TECH
4
MOVE
3
WILL
3
STR
4
REF
3
Run
6
PRE
3
BODY
4
DEX
3
Sprint
9
Stun
20
Rec
8
Res
9
SD
8
Hits
20
End
40
Luck
6
ED
8







Complicações: Outsider (Freq, Strong, Major) [10]
Línguas: Zaridian 4
Variantes:
     Kanns: +2 Int; +1 Tech; -1 Physical; Knack (Science); Language: Kann 4
     Durgai: +1 Will; +1 Body; -1 Tech; Language: Durgai 4
Descrição: Zaridianos são extremamente parecidos com os humanos. Eles tendem a ser um pouco mais musculares, possuem mandíbulas mais pronunciadas, bem como uma testa levemente mais proeminente. Em média têm de de 5 a 10 centímetros a menos de estatura, mas 5 a 10 quilos a mais em peso. Os kanns possuem, praticamente, a mesma constituição física dos humanos. Os durgai são similares zaridianos, só que têm a pele bem branca e cabelos bem claros.


Kanns & Durgai
     Quando so voi levaram os ancestrais dos zaridianos para seu novo lar, eles não levaram todos. Alguns grupos foram levados para mundos diferentes, onde os voi fez com que seu desenvolvimento tomasse outro rumo. Através de manipulação genética e psicológica, os voi criaram diversas subespécies dos zaridianos. Entre elas se encontravam os cientistas-filósofos kanns e os beligerantes durgai.
     Os kanns foram criados para serem pesquisadores natos. Os voi pareciam querer assistentes perfeitos e, com esse intuito, criaram os kanns. Quando so voi desapareceram, os kanns já estavam familiarizados com toda a tecnologia voi e não tiveram problemas em se manter. Quando os zaridianos chegaram no planeta kann, estes já possui um nível tecnológico superior. Os zaridianos até tentaram assimilar os kanns na força, mas mecanismos como o escudo planetário e os canhões de plasma orbitais os conveceram que era melhor deixá-los em paz. Hoje, os kanns continuam suas pesquisas, muitas vezes com o auxílio de cobaias humanas.
     Os durgai parecem ter sido criados com o propósito, pelo menos inicialmente, de se gerar uma raça guerreira. Aparentemente, os voi mudaram de idéia e permitiram que os durgai se diversificassem um pouco, embora o caráter marcial desta subespécie tenha sido mantido. Os durgai sofreram bastante com o desaparecimento dos voi, passando por uma época de caos. Eles acabaram se recuperando e, quando os zaridianos chegaram ao seu planeta, eles já se encontravam num nível tecnológico similar ao da Terra na segunda metade do século XX. Os zaridianos já haviam subjugado várias subespécies enão consideravam os durgai ameaças. Eles pagaram caro por subestimarem os durgai. Fingindo possuir um código de honra milenar os durgai conseguiram enganar os zaridianos e tomar a sua nave. Eles atrairam outra nave zaridiana e a atacaram. O capitão zaridiano percebendo sua derrota, resolveu tornar a vitória durgai peirrica e lançou suas bombas nucleares no indefeso planeta durgai. Enlouquecidos, os guerreiros destruiram a nave zaridiana e nuca mais se soube deles.


 

ORGANIZAÇÕES

BuMA (pronunciado BU-mah, e não BAM-mah)
     O Bureau of Metahuman Affairs é a agência governamental americana responsável pela administração e coordenação dos recursos paranormais dos Estados Unidos, incluindo agentes e instituições. As origens do BuMa se encontram na famosa Seção W (de weird) do FBI. Esta seção foi criada por J. Edgar Hoover em 1930, logo após a aparição de Valiant. Hoover queria estar bem informado sobre estes novos "jogadores" no campo. Nos dez anos seguintes, a Seção W cresceu consideravelmente. Seu arquivo sobre paranormais e suas atividades era, no governo, um dos mais completos.
     Foi por isso que, em 1940, com a guerra na Europa aumentando de proporção, Roosevelt ordenou que a Seção W trabalhasse em conjunto com o Departamento de Defesa. Quando os Estados Unidos se juntaram aos Aliados, em 1941, a Seção W foi absorvida pelo Departamento de Defesa sendo renomeada STU (Special Tactics Unit). Era essa unidade que servia de elo de ligação entre os Aliados e o supergrupo Aliança. Depois da guerra, devido `a influência de Eisenhower, a STU foi expandida e se tornou uma agência governamental completa chamada NAPA (National Agency on Paranormal Resources). As atribuições da NAPA incluiam pesquisa, registro, investigação e combate `a ameaças paranormais. Como boa parte dos integrantes da NAPA era de ex-agentes do FBI, a agência mantinha estreitas relações com o último e partilhava da agenda de Hoover. A NAPA participou ativamente da campanha do Senador McCarthy e do HUAC (House Unamerican Activities Committee), que levou ao inquérito de vários paranormais — e foi indiretamente responsável pelo exílio voluntário de Valiant. O Sussurrador (The Whisperer), um dos paranormais indiciados criminalmente pela NAPA, jurou vingança. Ele se infiltrou na agência e, em 1958, expôs a corrupção e agenda secreta da organização. O governo dissolveu a NAPA. Após dois anos de investigações, indiciamentos e condenações, o governo decidiu criar uma nova agência, totalmente reestruturada. Para evitar os problemas anteriores, a nova agência contaria com agentes treinados em uma academia própria. A nova agência foi denominada Bureau of Metahuman Affairs (BuMA). Os agentes do BuMA eram informalmente chamados de boomers, mas, devido ao estigma da NAPA, outros agentes federais se referem a eles como bummers. Discretamente, é claro.
     É o BuMA que julga as requisições de agentes paranormais das outras agências e as concede ou não. Oficialmente, nenhuma agência ou órgão governamental americano pode ter agentes paranormais que não estejam cadastrados e tenham sido designados pelo Bureau. Essa atribuição do BuMA foi criada para centralizar as atividades paranormais governamentais e facilitar a sua supervisão, impedindo assim que a situação que ocorrera com a NAPA, na qual praticamente todas as agências governamentais possuiam alguma espécia de divisão metahumana, se repetisse. Há rumores, no entanto, de que a CIA, bem como outros órgãos de inteligência, ainda mantém o seu próprio esquadrão paranormal.
     Além dos vários paranormais cadastrados, o BuMA também é responsável pelos dois times de paranormais governamentais: Strikeforce Alpha e Phoenix Force (este último não é de conhecimento público, sendo uma unidade black ops). O Bureau também funciona como centro de cruzamento de informações com diversos órgãos nacionais e internacionais.
     A sede administrativa do BuMA é em Washington, DC. É de lá que Amelia Wu-Cranston, a nova diretora do BuMA, comanda as atividades da agência. A prerrogativa de Amelia no momento é investigar a suspeita dos metahumanos clandestinos da CIA. Ela também é defensora da Lei Manning, que propõe o registro obrigatório de habilidades paranormais. A academia do Bureau fica em Amherst, Massachusetts.

 

Cycore™
     Logo depois do final do ataque de Zorn, cinco brilhantes engenheiros cibernéticos juntaram esforços e recursos, e se concentraram em desvendar os equipamentos cibernéticos alienígenas. Em alguns anos eles haviam fundado a Cybercore Technologies, que pôs no mercado os primeiros membros verdadeiramente cibernéticos. Foi um sucesso.
     Em pouco tempo, a Cybercore estava conseguindo contratos para desenvolver projetos mais ambiciosos. Porém, os sócios-fundadores sabiam que o seu sucesso não iria durar muito, mais cedo ou mais tarde, uma grande corporação os encamparia. Para evitar isto, eles começaram a adquirir pequenas companhias, que eram necessárias para a sobrevivência da Cybercore.
     Em 1990, a Cybercore conseguiu ganhar da Omnicorp a concorrência do Departamento de Defesa americano para desenvolver um soldado cibernético. Todos consideraram isto uma grande vitória, era a maioridade da Cybercore. Nos seis anos desde sua criação, a Cybercore Technologies tinha evoluído de uma pequena companhia para um conglomerado industrial; totalmente seguro economicamente, pois tinha o controle de sua matéria-prima.
     Os sócios-fundadores, Christian Werner, Cornelia Pieri, Barbara Jessup, Henry Takanawa e Mathew Brooker, se mantém como líderes de sua área até hoje. A sede da Cybercore Technologies é em Austin, Texas.

 

Fundação Lyonheart
     A Fundação Lyonheart foi criada por Sir Richard Burninghamm em 1968, na Inglaterra. Seu objetivo: proteger o cidadão comum contra a crescente ameaça paranormal. Usando seus inúmeros contatos e vasta fortuna, Burninghamm contratou os melhores profissionais de várias áreas e "adquiriu" os últimos avanços tecnológicos em eletrônica e biologia. Entretanto, o nível tecnológico da época não era suficiente para tornar realidade o sonho de Burninghamm: criar uma unidade paramilitar de humanos capaz de combater os paranormais em condições iguais, usar "fogo contra fogo." Ao invés disso, Burninghamm montou uma organização secreta que possuia um vasto banco de informações sobre paranormais, vários contatos e inúmeros recursos. Essa parte secreta era mantida escondida sob uma fachada lícita: a do auxílio jurídico e financeiro `as vítimas dos paranormais.
     Em 1978, como em resposta aos desejos de Burninghamm, Zorn atacou a Terra. Ele imediatamente pôs à disposição da UNION (anonimamente) os seus dados e auxiliou em tudo que pôde durante o ataque. Com o final do embate, Burninghamm foi um dos primeiros a perceberem que a liberdade vinha com um bônus: a alta tecnologia alienígena. Ele investiu no resgate de parafernália zaridiana e, além de várias armas e equipamentos pessoais, conseguiu a posse de uma nave auxiliar com um rico banco de dados. Logo depois, ele recrutou seus primeiros agentes de campo, três ao todo. Finalmente, em 1984, a Fundação Lyonheart estava pronta para a ação.
Durante os últimos dezesseis anos, a Lyonheart agiu secretamente, empreendendo uma cruzada incessante contra criminosos superpoderosos ou conquistadores paranormais. Burninghamm nunca confiou completamente em qualquer paranormal, nem mesmo nos heróis. Por isso, a Lyonheart também tem programas de vigilância, espionagem e infiltração contra paranormais do lado certo da lei. A fundação também tem contatos em diversas agências internacionais, bem como agentes infiltrados. Sua principal área de ação é a Inglaterra, mas, ocasionalmente, ela realiza missões no resto do Reino Unido e, mais raramente, na Europa continental. Com o passar dos tempos o número de agentes de campo aumentou, agora são vinte, e a tecnologia foi melhorada.
     A Lyonheart é totalmente constituída por normais; ninguém é mutante, alienígena, robô ou ciborgue. Inclusive, este é um prerequisito para o ingresso na organização. De acordo com os seus regulamentos, a Lyonheart prevê expulsão para um membro que, após a admissão na organização, seja descoberto sendo qualquer coisa além de normal.
Os agentes de campo da Lyonheart são recrutados entre pessoas comuns, desde profissionais liberais até ex-agentes de inteligência; de preferência que tenham tido sua vida afetada negativamente por paranormais. Elas então passam por uma bateria de testes e, se aprovadas, são submetidas a um treinamento básico que dura de dois a seis meses, dependendo do histórico da pessoa. Seguem-se então seis meses de treinamento avançado, onde o recruta aprende várias técnicas de espionagem, infiltração, vigilância, combate contra habilidades paranormais e operações especiais em geral. Depois desses oito a doze meses, o recruta é considerado um cadete e começa a acompanhar agentes mais experientes, agindo como suporte logístico em missões. Depois de algumas missões, o cadete é enviado em sua primeira missão solo, que vai decidir se ele continua ou não como agente de campo.
     Hoje em dia, a Fundação mantém a sua parte humanitária e é considerada uma das ONGs líder na área de suporte `as vítimas de incidentes paranormais. Suas atividades secretas também continuam, sendo que a Lyonheart não está acima de torcer ou quebrar algumas leis para alcançar os seus objetivos.

 

Instituto Grayson
     O Dr. Thomas Grayson era um proeminente pesquisador do PARC. Ele completou o seu doutorado lá e foi imediatamente contratado para continuar trabalhando no centro. Foi lá também que ele conheceu sua esposa, Sarah, uma psicóloga especializada em comportamento metahumano.
     No fim dos anos 80, o Dr. Grayson começou a perceber algo que o alarmou: o número de jovens metahumanos instáveis que chegavam ao PARC havia aumentado sensivelmente. Além de suas próprias observações, o Dr. Grayson contava com os relatos de sua esposa, que apenas confirmavam o que ambos já suspeitavam. Os Grayson acreditavam que o estresse de ser um metahumano havia aumentado consideravelmente após a invasão. Quando antes a atitude dos "normais" em relação aos metahumanos se dividia em idolatria, descaso ou preconceito, todas "simples" de se lidar, agora ela havia se tornado o que Sarah chamou de Síndrome da Divindade Conveniente (SDC). A SDC se caracterizava por uma atitude ambígua da humanidade em desejar que os metahumanos lidassem com crises que ameaçassem sua existência e fizessem coisas que os deixassem felizes, mas que não interferissem em suas vidas ou causassem qualquer "desconforto," mesmo que para auxiliar outros humanos. Ora, para adolescentes que ainda não haviam adquirido uma estabilidade emocional, esta atitude era muito confusa e isto os levava às crises.
     Os Grayson sabiam que trabalhando no PARC eles não poderiam fazer nada para auxiliar estes jovens, por isso eles decidiram pedir demissão e iniciar um projeto de auxílio. Este projeto evoluiu para a construção do Grayson Institute for the Development of Young Metahumans, em 1991, uma organização filantrópica com o intuito de ajudar jovens metahumanos a passar por essa fase difícil e entender melhor as suas habilidades.
     O instituto funciona num sistema de internato que pode variar de 4 a 8 anos, dependendo da idade do aluno. Ele vive de anuidades, doações, auxílio governamental e da renda dos Grayson. Uma boa parte dos estudantes vem de famílias de classe média alta e alta, mas os Grayson também aceitam estudantes sem posses, oferecendo o equivalente a bolsas de estudo. Nos últimos 5 anos, o excelente trabalho realizado pelos Graysons extendeu sua fama para além dos Estados Unidos e eles já contam com estudantes estrangeiros.
     O instituto fica em Brookline, nos Estados Unidos.

 

Omnicorp
     Esta é a megacorporação mais bem-sucedida do planeta. A Omnicorp é um verdadeiro gigante, com interesses em quase todas as áreas possíveis, de química industrial à tecnologia espacial, de agricultura à biotecnologia. Muitas companhias multinacionais fazem parte da Omnicorp, isto dá à megacorporação um alcance mundial.
     Douglas Raker tem sido o CEO da Omnicorp nos últimos 25 anos. Ele foi responsável por tornar uma já bem sucedida corporação num gigante financeiro. Como em muitos outros casos, um impulso extra foi obtido com o final da invasão e a subsequente inundação de tecnologia alienígena. Raker percebeu a grande oportunidade e ordenou que todos os recursos fossem voltados para a aquisição, pesquisa e desenvolvimento destas peças. Para tal, ele assegurou direitos e concessões para suas empresas através de seus contatos em diversos governos. Com estes mesmos contatos, ele assinou contratos, anos depois, para começar a vender os frutos de seu investimento.
     Hoje, Douglas Raker é um dos homens mais poderosos do mundo. Ele possui mansões em várias cidades ao redor do mundo, bem como escritórios da Omnicorp. Geralmente, Raker pode ser encontrado em uma das três Torres Omni, arranha-céus de 94 andares que são centros-nervosos da sua megacorporação. Existe uma em Nova York, uma em Londres e uma em São Paulo.

 

SEAM
     Ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil demorou bem mais para ter uma agência governamental. O movimento que levaria ao estabelecimento da Secretaria Especial de Assuntos Metahumanos (SEAM) começou logo após o final da Segunda Guerra Mundial. O Gen. Mascarenha de Moraes, que partilhava do mesmo sentimento de Eisenhower ao retornar da Europa, também iniciou uma campanha para o direcionamento de recursos para o assunto paranormal. Ele tentou conseguir o auxílio do Relâmpago, o primeiro super-herói brasileiro, mas este estava ainda abalado pela sua experiência na guerra e decidiu retornar ao anonimato. A campanha de Mascarenha de Moraes gerou frutos após a visita do presidente americano Henry Truman ao Brasil, em 1947. Logo depois, o então presidente Eurico Gaspar Dutra criou o Departamento de Atividades Paranormais (DAP). O DAP nada mais era do um escritório de colagem de informações e sua existência não acrescentou nada ao governo.
     O DAP cresceu no governo de Vargas (1951-54). Gregório Fortunato, guarda pessoal de Getúlio, viu no departamento um valiosa arma. Ele conseguiu mais fundos para departamento e dobrou o número de funcionários. Sua dedicação rendeu frutos dois anos depois, quando, segundo registros, Gregório teria conseguido recrutar um poderoso paranormal codinominado "Açougueiro." Ele teria usado esse paranormal para assassinar Lacerda, mas por razões desconhecidas, o atentado nunca aconteceu, tendo sido executado por um assassino normal — que falhou também. Com o suicídio de Getúlio, Gregório se certificou que suas atividades no DAP não seriam descobertas queimando os documentos relacionados as atividades dos últimos três anos, em especial aqueles que falavam sobre o Açougueiro.
     O departamento só foi alvo de atenções novamente no governo de Juscelino Kubitschek (1956-61), que renomeou-o GEAP (Grupo Executivo de Atividades Paranormais). Apesar de toda fanfarra, o GEAP não conseguiu ultrapassar o sucesso de Gregório, recrutando um único paranormal, o Engenheiro, o primeiro paranormal público do Brasil, depois do Relâmpago. Daí até 1964, nada de extraordinário aconteceu.
     Em 1964, um golpe militar depôs João Goulart. O Alto Comando Revolucionário optou por manter o GEAP e o Engenheiro, já que ele não apresentava perigo e, como se acreditava na época, o número de paranormais no Brasil parecia ser extremamente pequeno, se é que ainda havia mais algum. A situação permaneceu assim até o governo de Costa e Silva. As grandes agitações políticas e estudantis, e a dura repressão do governo levaram o Engenheiro a deixar o GEAP. Costa e Silva extinguiu o GEAP e prendeu o Engenheiro, mas uma cadeia comum não conseguiu mantê-lo por muito tempo, já que ele tinha o poder de manipular terra e rocha. A "ameaça" paranormal se tornou um tópico importante para a o governo militar e o presidente encarregou o DOPS de lidar com esta situação. O órgão deveria recrutar qualquer paranormal favorável ao governo e reprimir, violentamente se necessário, os subversivos.
     Estranhamente, a partir de 1968 o número de aparecimento de paranormais aumentou substancialmente. Se antes não havia paranormais, agora parecia não haver limites para o número deles (isso levou a duas linhas de raciocínio: uma que postula ter havido realmente um explosão de manifestações no final dos anos 60, e a outra que defende que os paranormais já existiam há muito tempo, mas ao contrário de seus equivalentes americanos, eles optaram pelo segredo; até hoje ninguém chegou a uma conclusão, mas a discussão já rendeu várias teses de sociologia e história, e teorias de conspiração metahumana). Muitos deles se associaram ao governo, como o Capitão-do-Mato, ou ao movimento de resistência, como Molotov, e acabaram morrendo nos diversos confrontos. Ao longo dos anos 70, o número de paranormais parece ter se estabilizado. A maioria dos públicos trabalhava para o governo. No lado da resistência, ainda havia alguns paranormais públicos, mas a maioria tinha optado pela clandestinidade. No final da década, a responsabilidade pelas atividades paranormais governamentais migrou gradualmente para o Serviço Nacional de Informações (SNI), até que em 1980 se encontrava totalmente sob a jurisdição deste órgão.
     Com a Nova República e a redemocratização do país, o SNI foi reestruturado, sendo transformado na Secretaria de Assuntos Especiais (SAE). A necessidade de um órgão específico para lidar com a paranormalidade brasileira estava clara e a SEAM foi criada, sendo Mário Guerra indicado como diretor. Foi nessa época também que surgiu o Guardião, o primeiro super-herói brasileiro propriamente dito depois do Relâmpago.
     Sob a direção de Mário Guerra, a SEAM se tornou umas agências mais fortes do governo. Além de coordenar os agentes e recursos paranormais, a SEAM regulamenta e cadastra as atividades metahumanas em solo brasileiro. Ela possui um arquivo extensivo de paranormais brasileiros, convênios com vários instituições de pesquisa brasileiras e contatos com agências internacionais. O grupo governamental brasileiro, Meta-Esquadrão Brasileiro (MEB), também está sob o comando da SEAM.
     Atualmente, não há tantos super-heróis ou vilões atuando no Brasil como, por exemplo, nos Estados Unidos e Europa, mas a SEAM acredita que o número de metahumanos ativos no país rivaliza os números do hemisfério norte. A frequência de surgimento de novos metahumanos também está acompanhando as tendências mundiais.

 

S.W.O.R.D.
     A Strategic World Organization for Response and Defense foi criada em 1979, quando os vários governos da Terra perceberam que a UNION e suas defesas e planos de contigência para ameaças de cunho paranormal eram deficientes. O Conselho de Segurança da ONU decidiu então extinguir a UNION e criar uma agência internacional cujo objetivo principal seria a defesa, retaliação e contenção de ameaças paranormais, fossem elas de origem terrena, alienígena ou extra-dimensional.
     A SWORD responde diretamente ao Conselho de Segurança através de seu Comandante-Chefe, o coronel Frank "Fearless" Bodine. Os agentes são recrutados de todos os países-membros da ONU e ser escolhido para a organização é altamente prestigioso. Além dos agentes de campo padrão, a SWORD conta com esquadrões especiais para missões mais específicas. Por exemplo: os ClayM.O.R.E.s são a tropa de armadura cibernética; os Silver Daggers são o esquadrão de combate a ameaças místicas, como vampiros e lobisomens; e os Stormbringers são o esquadrão de agentes paranormais.
     Boa parte do trabalho da SWORD é coordenar atividades com os países-membros. Intervenção direta em território de um país-membro só pode ser conduzida quando o chefe de estado desse país invocar a Imperativa Dâmocles. Este é um dos inúmeros mecanismos de controle imbutidos na SWORD para evitar que ela escape ao controle da ONU. Em situações de extrema emergência — uma situação descrita nos mínimos detalhes nos regulamentos da SWORD — o comandante-chefe pode declarar a Imperativa Dâmocles independentemente e iniciar uma intervenção. Esse mecanismo representa um último recurso numa situação desesperadora, logo, entende-se que seu uso leviano será severamente punido. Nos vinte e um anos de existência da SWORD, nenhum dos comandante-chefes usou esse recurso.

 

Sociedade do Dragão
     Desde a década de 60, a Interpol teve indicações de que havia uma poderosa organização criminosa agindo no sudeste asiático, na China e no Japão. Essa organização, conhecida como a Sociedade do Dragão, parecia estar por trás das tongs e seoulpa rings, bem como envolvida em quase todas as atividades ilícitas naquela parte do mundo. Entretanto, a Interpol nunca foi capaz de identificar nehum dos líderes da organização.
     No início dos anos 80, enquanto investigava atividades criminosas paranormais na América Central, a SWORD descobriu referências a uma Sociedade do Dragão. Cruzamento de referências com a Interpol revelou que apenas o nome era igual. Os símbolos, modi operandi e atividades das duas organizações eram diferentes, embora a incapacidade de identificar os líderes fosse a mesma.
     Hoje em dia, tanto a Interpol quanto a SWORD já indentificaram outras Sociedades do Dragão em locais tão variados como Europa e África. No entanto, ainda não se sabe se elas são organizações independentes que roubaram o nome da Sociedade original, ou se são braços de uma mesma organização.

 

Vynn Industries
     Fundada em 1941 por Harold Vynn para o esforço de guerra, a Vynn Industries se tornou uma peça importante da cenário pós-guerra americano. De sua sede em Chicago, Harold guiou brilhantemente a companhia, tornando-a uma das líderes mundiais no campo da mecânica pesada e da indústria química.
     A proximidade de Harold com o governo, permitiu a ele conhecer Valiant, de quem se tornou grande amigo. Esta amizade também foi compartilhada com Thomas, filho de Harold, que assumiu o controle das indústrias em 1971 e começou a dirigir a Vynn Industries em direção aos campos da eletrônica e computação. Thomas foi também o patrocinador do Ring, quando este foi formado em 1976. Graças a ele, o grupo conseguiu uma base moderna e vários veículos. Ele também criou a Ring, Inc, que passou a ser a empresa gerenciadora das finanças do grupo, totalmente independente da Vynn Industries.
     Thomas faleceu prematuramente em 1984, quando os Mestres do Terror atacaram a sede da Vynn Industries. Seu filho, Robert, assumiu a liderança das indústrias dando continuidade aos programas implementados por seu pai. Contudo, o verdadeiro interesse de Robert estava no mundo paranormal. Ele aumentou as contribuições para a Ring, Inc, e financiou um programa de pesquisas avançadas na área de superpoderes e armaduras cibernéticas — Robert estava fascinado com os modelos do governo americano e decidido a criar um modelo próprio. Um acidente num dos laboratórios, em 1987, fez com que a pele de Robert adquirisse uma cor azul e exudasse um poderoso ácido. Robert ficou nessa forma por seis meses, até que os cientistas conseguiram reverter o processo.
     Em 1989, a Vynn Industries tinha um armadura protótipo, que era testada pessoalmente por Robert. Sem dúvida nenhuma, a Vynn Industries teria continuado a crescer na década de 90. Infelizmente, o fascínio de Robert pelo paranormal fez com que ele negligenciasse a administracão da empresa e, em 1990, a Vynn Industries foi encampada pela Omnicorp. Raker manteve Robert como presidente, se apropriou das pesquisas conduzidas pela empresa e cortou a contribuições da Ring, Inc. Robert, envergonhado pelo seu fracasso e acreditando que Raker fosse destruir tudo que ele e sua família construiram, decidiu se vingar. Ele roubou a armadura protótipo, fugiu para a América do Sul e nunca mais foi visto. Rumores surgiram dizendo que Raker havia "resolvido" a situação a seu modo, mas isso nunca foi provado. Nem mesmo Valiant foi capaz de encontrar Robert.


LOCAIS

Clube Eterno
     Localizado em Milão, na Itália, o Clube Eterno é uma boite privé de fama internacional. Sua clientela é constituída de celebridades, desde artistas hollywoodianos até chefes de estado. Mas o que os frequentadores regulares do lugar não desconfiam, é que, no segundo andar do prédio, há um salão para convidados específicos, o Salão Centenário. Para ser adimitido no Salão Centenário é necessário uma qualidade muito especial: a imortalidade. Todos os convidados do Salão têm, pelo menos, um século de existência. Entre eles está o dono do Clube Eterno, Minos.
     Entre os frequentadores do Salão Centenário se encontravam Loki, Margot Gilleux e Primus.


C.A.S.T.L.E.
     Como a maioria das prisões é inadequada para mater paranormais que são presos, uma prisão especial foi projetada e construída na Antártida para incarcerar criminosos com superpoderes. Essa prisão é chamada de Containment Administration of Superpowered Threat Level Entities, ou CASTLE. A administração, manutenção e proteção do CASTLE são funções exlusivas da SWORD.


Excalibur
     A plataforma bélica e base móvel da SWORD, Excalibur é o equivalente aéreo de um porta-aviões. Construído com tecnologia zaridiana e terrestre, esta base possui dispositivo de camuflagem, rede de comunicações planetária, um dos arsenais mais avançados do mundo – incluindo as famosas aeronaves Scimitar – e uma ou mais unidades dos esquadrões especiais.
Transporte Aéreo e Base Móvel
Dano: 400 kills KD: 3 kills Forma: Porta-aviões voador
Armas: 18-20 DC Sistemas variados, alcance 18-20 km, WA=+2 Propulsores: 500 mph/800 kph
Opções: Storage Areas, Crime Laboratory, Escape System, Security system


Forja
     Quando, em meados dos anos 80, a SWORD cancelou a sua cooperação com o PARC, o Cel. Khofi M’butu requisitou a construção de um centro de pesquisa, triagem e treinamento paranormal que fosse exclusivo da SWORD. O coronel convenceu o Conselho de Segurança de que só assim a SWORD teria a independência necessária para cumprir sua missão. Foi decidido que o centro seria construído na Suíça, próximo a Basel.
     Durante a construção, Khofi percebeu que seria mais eficiente ter o treinamento de todos os seus agentes centralizado numa só localidade. Além de facilitar a interação dos vários grupos de agentes, isso serviria para "humanizar" os agentes paranormais na visão de seus colegas normais. Khofi uma vez mais convenceu o Conselho de Segurança a aceitar a sua idéia e os planos para o centro foram ampliados. Agora, além do centro de pesquisa, o complexo contaria com uma infraestrutura de treinamento para todos os agentes, incluindo os esquadrões especiais.
     A Forja, como o centro foi denominado, ficou pronto em 1987 e desde então tem sido uma das principais instituições da SWORD. Ela ainda não chegou ao nível do PARC em pesquisa, mas supre bem as necessidades da SWORD.
     A oficial responsável pela Forja é a tenente-coronel Inga Olafsdotter.


Hero’s Plaza
     Local construído para homenagear os 58 paranormais que se sacrificaram pela Terra. Essa praça fica em Nova York, próxima a sede da ONU. As estátuas em tamanho natural de 57 paranormais formam um semi-círculo ao redor da estátua de Valiant segurando a Terra. Em frente a estátua de Valiant há uma pira que queima continuamente.
     Os paranormais representados em ordem alfabética, da esquerda para direita, são: Amazona, Azteca, Bast, Bolt, Brimstone, Caiman, Captain Frisco, Cerberus, Colorado, Comunar, Crimson Avenger, Cruzeiro do Sul, Daemonite, Doctor Wazambi, Donner II, Drifter, Elf, Emerald Dagger, Fausto Nigro, Furnace, Gravitante, Hard C.O.R.E., Highflyer, Huniyadi V, Inferno, Karla, King, Kremlin, Loki, Maestro, Magus, Mariko, Megaton, Muscle Boy, Natasha, Negativa, Nekro, Novak, Pierce, Power, Primus, Quantum, Reflexor, Renard, Rowena, Saint George, Sehkmet, Serena, Shifter, Silverboy, Sirrush, Sonic, Susano-o, Tetsuo, Uhuru, Wildstorm e Yon Kippur.


PARC
     O Paranormal Abilities Research Center é a "Meca" da pesquisa paranormal nos Estados Unidos, sendo considerado um centro de excelência na área. O centro foi fundado e é financiado pelo governo americano. Várias linhas de pesquisa são mantidas pelo PARC, todas lidando com algum aspecto da paranormalidade ou "metahumanidade," como os politicamente corretos gostam de dizer.
     O PARC funciona também como centro de triagem de paranormais para o governo americano a SWORD. Quando um paranormal é contratado, ou então um agente tem algum problema, ele é mandado para o PARC para ser examinado e testado. Este procedimento é conhecido, na gíria, como a walk in the park.
     Logo, que a SWORD foi criada, o governo dos Estados Unidos ofereceu os serviços do PARC para a organização. A oferta foi aceita e por muitos anos houve cooperação entre os dois. Em meados dos anos 80, suspeitas de que o PARC poderia estar sonegando informação – e até mesmo falsificando-as – bem como vazando informações confidenciais para agências do governo americano, em especial o BuMA, levaram a uma investigação por parte da SWORD. Embora os resultados da investigação não confirmassem as suspeitas, eles levantaram dúvidas o suficiente para levar o então comandante-chefe da SWORD, Cel. Khofi M’butu, a cancelar a cooperação com a instituição americana e requisitar a criação de uma centro de pesquisas filiado unicamente `a SWORD.
     Este incidente causou um estremecimento das relações entre a SWORD e os Estados Unidos que perdura até hoje. Ele também causou reverberações que foram sentidas no PARC. O diretor do centro naquela época, Dr. Garvin Barnett, bem como todo o alto escalão, foi "aconselhado" a se demitir, sendo substituído por pesquisadores e pessoal administrativo totalmente novos.
     O atual diretor do PARC é o Dr. Raphael W. Reynolds, que além de administrar o centro, orienta diretamente uma série de linhas de pesquisa. Sua "menina dos olhos" atualmente é o isolamento do tão falado, mas nunca encontrado, metagene.
     O PARC se localiza em Midland, na Virgínia, e está sob a direta supervisão do BuMA.


PIT
     Logo após o final da segunda guerra mundial, Eisenhower alertou o governo americano da necessidade de se criar dispositivos oficiais para se lidar com o "caso" paranormal, antes que virasse um problema. O general acreditava que a presença e influência dos paranormais só iria crescer com o passar dos anos. Graças a suas articulações, o governo criou a NAPA (National Agency on Paranormal Affairs) e o PIT (Paranormal Incarceration Terminal).
     O PIT foi construído em Montana e ficou pronto em 1951. Os Estados Unidos usaram o melhor de sua tecnologia na época. O primeiro prisioneiro do PIT chegou em 1952: o Supremacista, um membro paranormal da Ku Klux Klan. Desde então, a maioria dos prisioneiros paranormais americanos é mandada para lá. O PIT teve que ser expandido duas vezes devido ao número crescente de presos, uma vez no final dos anos sessenta e outra no início dos oitenta. Esta última contou com a adição de tecnologia zaridiana. Outra expansão está sendo programada para o próximo ano.
     O governo americano exportou a tecnologia do PIT para outros países, que possuem instalações similares, mas nenhuma com o grau de sofisticação do PIT original.
     Como todas as outras instalações governamentais relacionadas `a metahumanidade, o PIT está sob a jurisdição do BuMA. Os agentes do BuMA que são carcereiros no PIT são conhecidos como bulls, ou seja, PIT bulls.


Paraíso
     Em 1990, quatro paranormais se juntaram e formaram uma sociedade. Sob a liderança de Vanda Vieira, ex-Garota Dourada, eles fundaram, dois anos depois, o Paraíso, um resort exclusivo para paranormais, situado no Caribe. A idéia deu certo e acabou crescendo de tal maneira que, hoje em dia, o Paraíso não é só um clube, e sim um porto-seguro para a maioria dos paranormais.
     Eventualmente, o Paraíso foi aberto também para os normais "poderosos": celebridades, milionários, etc. Em teoria, qualquer pessoa pode ir até o Paraíso, mas como os preços são absurdamente caros, só os mais abastados podem se dar ao luxo de passar uns dias lá.
     O Paraíso conta com um vasto complexo de lazer que inclui hotel cinco estrelas, praias, piscinas, quadras desportivas, cinema, teatros etc. Há, inclusive, um prédio comercial, onde funcionam escritórios de várias agências que lidam com assuntos paranormais como The Ultimate Hope™ e Powerlords™. Há até um escritório da SWORD no local.
     Os sócios-fundadores do Paraíso são: Vanda Vieira, gerente e sócia majoritária do empreendimento, foi ela que teve a idéia, entrou com a maior parte do capital e reuniu o grupo; o falecido Cerberus, que, com o seu poder de criar portais espaciais, foi responsável pela chegada e saída dos clientes (mesmo assim o Paraíso possui um pista de pouso, heliporto e marina); Tsunami, que "criou" a ilha e continua a adicionar terreno, quando se faz necessário; Dr. Umbrella, um criminoso dos anos 50 que, após cumprir sua pena, foi contatado por Vanda e se tornou o guardião meteorológico do Paraíso, garantido que a ilha tenha sempre um bom tempo; e Mister Kong, o chefe de segurança da ilha.


Shamballa
     Durante uma missão dos Protetores na África equatorial, em 1989, o grupo encontrou uma ruína perdida no meio da selva. Ao entrarem na ruína, se viram transportados para um outro mundo. Um mundo primitivo habitado por humanos e algumas outras raças, onde a magia era comum e animais tanto míticos, quanto extintos, viviam livremente. Os Protetores acabarm se envolvendo numa luta para defender o rei de uma cidade-estado contra o ataque de um poderoso feiticeiro. Após a vitória, os Protetores retornaram `a Terra, descobrindo que os três dias que haviam passado em Shamballa corresponderam a um mês na Terra.
     Ao receber o relatório dos Protetores, a SWORD decidiu estabelecer um posto de guarda no portal e enviou grupos de pesquisa a Shamballa para compreender melhor esse lugar tão exótico.

 


 

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Última Atualização: 28-Maio-01

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